Vida nômade: alguns dias, talvez semanas em Canoa Quebrada

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Quando se viaja, todo dia é único e coisas totalmente diferentes acontecem. Isso faz parte da vida de um viajante, cada dia, uma história. Mas tem momentos que é bom deixar a vida ficar um pouco mais monótona, digo um pouquinho mais, pois mesmo que eu queira seria impossível se tornar por completo. Tem dias que acordo e ao invés de ligar o computador pra ver meus email eu corro pra praia e fico o dia inteiro fritando, ou mesmo vou conversar a tarde toda com algum amigo. Enfim, o que quero dizer é que tem horas que é bom parar um pouco.

Pensando assim eu resolvi parar uns dias em Canoa Quebrada – Ceará. Na primeira vez que passei de bicicleta acabei ficando na casa de um nativo, o grande Isaias, junto já conheci um paulista, Michael, que logo fizemos amizade. Fui para um final de semana em Fortaleza e depois voltei. Agora estou na casa desse paulista e ele liberou pra ficar por lá quanto tempo eu quiser. Então hospedagem se torna de graça. Apesar que vou ajudar com talvez uns 3, 4 reais por dia pra ele, ou pelo menos comprar comida pra casa, manter limpinha, etc, acho isso obrigação quando a pessoa é tão hospitaleira como.

Quando se tem um lugar pra ficar, o resto se torna mais fácil. Sempre que chego num lugar procuro saber qual é o lugar que oferece um bom PF (Prato Feito para os menos íntimos), em Canoa não foi diferente e logo encontrei um de R$ 5,00, que se quiser dá pra se tornar duas refeições, almoço e janta, mas como eu não como, engulo, fica mesmo só pro almoço.

Interessante também é que nesses lugares de praia que são famosos sempre vai ter um restaurante ou café mais xique que oferece internet. Aqui é o Habana. Quando quero trabalhar venho aqui, peço um cafezinho e desfruto de internet banda larga a vontade, o tempo que quiser. Realmente muito válido, sem contar que o café é muito gostoso (só perde pro café da L’escale Café Tabacaria, certo Cau?). Ah, faça amizade com os atendentes, seja simpático e você sempre terá do melhor e as vezes até mais barato! =)

Ainda pretendo gastar um dinheiro com algumas aulas de kitesurf por aqui. Acho que conhecer novos esportes é fundamental e cada dia venho viajado mais no kitesurf!

Bem, contando tudo minha despesa pra ficar aqui um mês não passa de R$ 700,00, lembrando que não estou pagando hospedagem, mas em compensação vou pagar aulas de kitesurf. E como sempre falo, você não precisa ser um crânio pra fazer R$ 700,00 reais no mês pela internet. Então saia da monotonia e vai viver a vida.

Hey, você trabalha pra viver?

Muita gente vive nesse estilo de vida. Trabalha somente o necessário apenas pra viver. Conheço alguns, mas talvez não conheça você. Se você considera que trabalha pra viver, escreve ai em baixo nos comentários sobre sua vida, o que você faz, como aproveita a vida, enfim, eu quero te conhecer!

No futuro pretendo fazer uma entrevista com você quem sabe e colocar no blog! Para mais pessoas aprenderem que a vida é feita pra ser vivida e não sofrida dentro de um escritório monótono e chato.

Porque estou viajando de bicicleta e como tem sido a experiência

Como comentei aqui eu e Felippe César resolvemos ir de Aracaju a Maceió Fortaleza de bicicleta. Eu vou contar como foi toda a história e porque decidi mergulhar nessa aventura!

Já a algum tempo eu venho conhecendo pessoas que me ensinaram muito a respeito do meio ambiente, de como ser mais sustentável e de como a natureza é importante. Por incrível que parece eu achava que entendia alguma coisa, mas na verdade não sabia quase nada. A natureza é muito mais importante pra mim hoje que ontem, porque aprendo a valorizá-la mais a cada dia.

Na Chapada foi onde mais me despertei pra isso. Mérito de um casal paulista que conheci (Neh e Bia) que relatei aqui já. Eles, sem saber, aos poucos me mostraram que precisamos respeitar e cuidar mais do meio ambiente. Isso ficou na minha cabeça e mudou muitas atitudes minhas. Do lixo que produzimos, do consumo exagerado, da reutilização das coisas, da poluição que geramos, do respeito com animais e plantas e muitas outras coisas.

Quando cheguei em Aracaju fiquei na casa de Felippe que me mostrou que a bicicleta é um grande exemplo de como podemos colaborar mais com o planeta, principalmente a questão da poluição. Esse foi o principal motivo da minha vontade de embarcar nessa. Mas claro, além da “viagem” natureza tem a saúde, a economia, o visual que você curte por completo, a adrenalina e até o apoio maior que você recebe das pessoas. É simplesmente incrível!

Um breve relato pessoal da viagem

O custo pra começar foi um pouco caro, primeiro porque não tinha absolutamente nada relacionado a bike. Tive que comprar a bicicleta e os equipamentos, que chegaram a mais ou menos mil reais. Porém pensando no custo benefício, fica barato. Pelos próximos meses viajando de bicicleta vou economizar bastante com transporte, inclusive nas capitais que também só utilizamos bicicleta. Chega de ônibus lotado e taxis caro! =)

O processo pra iniciar foi muito rápido, 2 dias apenas. Tive sorte de conhecer Daniel do CouchSurfing que estava vendendo uma boa bicicleta pra viagem por um bom preço. E junto veio o ciclocomputador, capacete e até corrente de quebra. Precisei apenas um dia pra acertar tudo com ele. E o dia seguinte tiramos pra fazer revisão na bike e comprar o resto do equipamento (cameras de ar reserva, ferramentas pra concerto de camera e manutenção da bike, cordas pra prender a mochila, bagageiro, bomba, roupa pra ciclista e alguns materiais extra de camping).

Então o jeito era começar a pedalar. Não foi nada fácil do começo ao fim, mas o fato de não ser fácil não indica que não foi prazeroso. Pedalar é bom, e faz bem, muito melhor quando se tem uma vista fantástica a cada metro percorrido e uma experiência nova a cada trecho pedalado.

O relato completo mesmo está no blog que eu e Felippe criamos: 4Pedais.com. Vale a pena ler e acompanhar, mas vale mais ainda se aventurar em algo parecido. Sempre ouço as pessoas dizendo que queriam fazer aquilo que estou fazendo, mas o que lhes falta pra começar? Sempre digo que é o medo. Medo de encarar o imprevisto, o novo, o incerto… Mas pra finalizar eu quero dizer que:

“O medo é seu amigo, ele geralmente indica aquilo que você dever fazer” (no Twitter, alguns meses atrás)

De Aracaju a Maceió, de Bike!

Uma breve nota. Depois de uma semana em Aracaju decidi encarar uma nova aventura, ir de Aracaju a Maceió de bicicleta. Eu e Felippe criamos um novo projeto, o 4 Pedais. Será uma aventura com um destino incerto…

Chegando em Aracaju

A viagem não para. Depois de 2 meses na Bahia chegou a hora de partir. Triste, porque esse lugar me cativou de tal maneira que até ficaria mais, porém preciso continuar, existem outras fronteiras a serem descobertas.

Destino agora é Aracaju, saio de Salvador sexta bem cedo e devo chegar lá pouco depois do almoço. Não pretendo ficar muito, acho que 4 dias no máximo e assim seguir para Maceió.

De Aracaju pretendo ir ao Canion Xingó, vamos ver os preços. Se vocês tiverem outras dicas de passeios eu agradeceria imensamente.

[UPDATE] Acabei adiando 3 dias a ida a Aracaju mas finalmente cheguei, dia 05 de Agosto, e junto completei 2 meses do mochilão no nordeste e 2 meses de Bahia também. Agora começa uma nova etapa nas próximas cidades do nordeste.

Aqui estou na casa de Felippe Cesar, nos conhecemos através do CouchSurfing. Ontem mesmo tivemos um encontro na casa dele onde mais de 30 pessoas se reuniram e compartilharam ótimos momentos. Rolou de reggae até música clássica numa uma roda de violão.

Hoje vamos dar um role de bike pela cidade e Felippe vai levar uma máquina para tirarmos algumas fotos pois a minha quebrou na Chapada.

Na Chapada Diamantina

Já estou em Salvador depois de 20 dias na Chapada Diamantina, lugar que ficou gravado na minha mente, só na mente e coração mesmo porque logo no segundo dia de trilha consegui derrubar minha Canon G9 numa pedra e acabar com minhas chances de conseguir algumas fotos. Mas é bom, viajar sem camera de vez em quando nos força a lembrar melhor dos lugares que visitamos.

Cachoeira da Fumaça por baixo

Cheguei em Lençois e lá fiquei 4 dias até encontrar um casal paulista e um tocantinense de Palmas, que juntos formaram um grupo pra fazer a trilha da Cachoeira da Fumaça por baixo. Foram 3 dias de trilha passando pelo vale da Capivara e algumas cachoeiras como Palmital, Capivari e claro, a própria Cachoeira da Fumaça, a segunda maior do Brasil com 340 metros de altura.

A trilha foi fantástica porém realmente cansativa. Mas cada passo esforçado uma vista deslumbrante recompensava. Foi fantástico ter o privilégio de ver a lua cheia  (e como estava cheia!) no meio do vale no primeiro dia de acampamento. Com sua imensidão iluminava todo acampamento, nem precisavamos de lanterna.

No segundo dia fomos ver de fato a Fumaça por baixo e que fumaça! Chegamos lá não havia muita água e o pouco de água que escorria pela cachoeira virava fumaça antes mesmo de encostar o chão. Pasmamos aquela vista por muito tempo…

Seguimos no terceiro dia para a Fumaça por cima e mais uma vez, que espetáculo. A vista lá de cima é sensacional pegando os imensos paredões de pedra ao fundo. O conjunto forma um visual inigualável, tinha momentos que todo o ambiente me transportava para um outro mundo e eu podia comtemplar tudo aquilo em silêncio, apenas sentindo a energia do lugar.

Depois da cachoeira da Fumaça por cima seguimos para o Vale do Capão, um lugar bem peculiar que chamou a atenção de hippies e pessoas alternativas e assim virou uma vila bem atípica. Um lugar rico em variedade, porém bem pequeno. A vila foi muito acolhedora, ficamos lá 1 dia onde nos despedimos de nosso amigo tocantinense e nosso guia.

Vale do Pati

Seguimos juntos, eu e o casal paulista, agora rumo ao Vale do Pati. Primeiro dia de trilha foram 25km, com direito a muita chuva na cabeça e lama nos pés. Tinha horas que ela passava a canela. Os tombos foram inevitáveis, posso lembrar de pelo menos 3 que deixaram sequelas no dia seguinte! =)

Chegamos a igrejinha, o primeiro pit-stop do Pati. É a casa de um morador local, lá ficamos a primeira noite. Dia seguinte tentamos ir a cachoeira do Funis. O grupo era grande, 11 pessoas que encontramos lá mesmo na igrejinha. Bem, acabamos que não achamos a cachoeira e tivemos que seguir para nossa próxima parada, a casa de Dona Raquel. No meio do nada conseguimos um almoço caseiro fantástico e até um banho quente. Dona Raquel fez um sistema com o fogão a lenha que aquece a água para proporcionar segundos de prazer. Depois de um dia cansativo de trilha, nada melhor.

A melhor trilha que fiz foi a do Monte Castelo. Pelo nome dá pra imaginar, é um monte que o topo lembra o forte de um castelo, todo pomposo e cheio de graça. Sem contar a vista lá de cima. E se não bastasse quando chegamos nos deparamos com uma gruta fantástica com duas saídas para dois lugares com vistas memoráveis. Vimos o vale do Calisto pela fenda, e que vale fabuloso!

Prefeitura foi a segunda parada, casa de Jailson que nos recebeu tão bem. Aproveitamos o dia para relaxar, fomos num poço próximo e montamos acampamento na beira do rio. Dia e noite super agradável, com direito a comida feita na pedra!

No dia seguinte fomos ao seu Eduardo, um morador local de 81 anos com idade de 40. Foi ótimo compartilhar momentos especiais com ele e sua esposa. Nesse mesmo dia tentamos ir ao Cachoeirão, mas perdemos a trilha e Bia que estava com a gente não se sentia tão bem, decidimos voltar.

Acordamos no dia seguinte e nos despedimos de um grupo que passou a noite lá conosco. Era o grupo de Araquém Alcântra (wiki), fotógrafo principalmente de natureza. Ele simplesmente me encantou suas fotos e carisma. E assim foi o nosso último dia de Pati. De seu Eduardo fomos para a cidadade de Andaraí.

Lá encontramos novamente um grupo de amigos que tinhamos conhecido logo no primeiro dia de trilha. Foi ótimo reve-los. Ficamos em Andaraí uma noite apenas e chegou hora de despedir. Cada grupo para um lado. O casal foi para Lençois, 3 dos 4 curitibanos que conhecemos iam no dia seguinte para Salvador e eu e 1 dos curitibanos seguimos viagem destino Ibicoara.

Ibicoara – Buração, Licuri e Rio Preto

No caminho ficamos uma noite em Mucugê. Não podiamos gastar muito dinheiro então pedimos pra ficar num restaurante com saco de durmir. E lá ficamos, no salão do restaurante uma noite e logo pela manhã disparamos para Ibicoara.

Logo que chegamos encontramos um grupo de 20 pessoas que estavam saindo em vários carros para o Buracão, logo pegamos uma carona com eles. Com certeza esse foi um dos melhores lugares que fui na Chapada. Trata de um canion com uma cachoeira no fundo. Pra chegar tem que nadar 100 metros ou  grudar nas pedras do canion e ir. Simplesmente sensacional, a água estava tão forte devido vários dias de chuva seguidos, que não conseguiamos nem chegar perto direito.

Tentamos de todas as formas convencer alguns guias para nos levar na cachoeira da Fumacinha, mas por causa da chuva era impossivel atravessar as pedras escorregadias do caminho. Ficamos apenas na vontade, vai ficar para uma próxima. Aproveitamos que estavamos lá e fomos em outras duas cachoeiras, Licuri e Rio Preto, realmente muito bom.

O Rio Preto foi nossa cachoeira de despedida, de lá me despedi de André, amigo de Curitiba que foi comigo e parti para Salvador. Cheguei ontem aqui, as 4 da matina. Devo ficar mais uns dias e ir a Arembepe, lugar indicado por uma amiga de SP que conhecemos em Ibicoara.

Depois de 170km de subidas, descidas, tombos, arranhões e muita aventura estou vivo, e pronto para outra. Acho que próxima trilha vai ser a subida do Monte Roraima, que são pelo menos 8 dias de caminhada. Vamos ver…

Continuo com a filosofia “não ter planos é um bom plano”. Então não tenho datas específicas, mas pretendo chegar em Aracajú semana que vem.

A viagem continua, mochilão nordeste está a todo vapor. Já foram quase 2 meses e ainda não sai da Bahia! Mas devagar a gente chega lá. =)

Gastos

Aqui vai um resumo de gastos:

Guia para a Fumaça por baixo: 35 por dia (geralmente é 80, mas eu tinha equipamento e fui com um cara muito gente boa e por isso esse preço).
Média de gastos no Pati por dia: 15 (com acomodação que varia de 6 a 8 reais).
Acomodação em Andaraí: 8 reais
Em Mucugê: 7 reais
Em Ibicoara: 8 reais
Gastos com comida variaram entre 10 a 20 reais por dia.

Média de gastos por dia ficaram entre 20 e 30 reais, contando coisas que compramos e alguns luxos. Valeu muito a pena. Só em Lençois que o custo foi muito maior, pois decidi ficar num Hostel de 20 reais a diária.

Em todos os lugares que fomos pedimos desconto e o que conseguiamos geralmente era 2 reais ou até 3 a menos.

Em breve coloco fotos, estou esperando o pessoal que fez as trilhas comigo enviar. Grande abraço e lembre sempre de viver intensamente, seja lá onde for. =)

Mochilão Nordeste e Norte: Bahia

Dia 05 saí de Curitiba com destino a Salvador, Bahia. Desde o primeiro momento fiquei muito feliz, primeiro por ter começado o mochilão e segundo porque sempre quis conhecer a Bahia. Não comi nada durante o dia pois havia prometido que a primeira coisa que comeria na bahia ia ser um acarajé, e logo quando escureceu um amigo me levou. Também aproveitei e fui no Pelourinho, vi o Elevador Lacerda, contemplei a maravilhosa vista da Cruz Quebrada e tomei um dos melhores sorvetes da Bahia.

Agora já estou exatamente a duas semanas em Salvador. Nesse tempo pude conhecer vários lugares turísticos no Centro e Pelourinho, vi o maravilhoso por-do-sol no Museu de Arte Moderna, passei uma tarde inesquecível na praia do Forte com amigos, comi no famoso SENAC, um museu gastronômico com mais de 40 pratos típicos baianos, comi acarajé nas duas baianas mais famosas de Salvador (Cira e Dinha), visitei a fantástica Ilha de Itaparica e o Morro de São Paulo e agora finalmente nesse domingo estarei indo para a Chapada da Diamantina.

Já diria o sábio que viajar sem planos é um bom plano. E por enquanto tenho seguido isso. Era para ir para Aracajú ontem, mas percebi que ainda tinha muita coisa pra conhecer na Bahia e devo ficar até dia 30 ou primeiro de Julho.

Em breve atualizo esse post com fotos e informações da Chapada. Pretendo ficar na mata por pelo menos 4 dias direto e aos poucos fazer as diversas trilhas que existem lá.

Do Chile a São Paulo sem nada de dinheiro

O @leonelacerda me comunicou da prova que teve no Aprendiz. As últimas 3 participantes tinham que ir de Los Andes (100km de Santiago) no Chile até o hotel Sharaton São Paulo apenas com o passaporte e carteira de motorista. Que prova fantástica.

A ganhadora conseguiu finalizar a prova em 25 horas, quase o mesmo que o próprio Justus levou, e pra isso ela arrecadou 900 reais na madrugada toda pedindo dinheiro no aeroporto! Fiquei impressionado. Tudo bem que é mulher e ajuda um pouco né? Mas mesmo assim, agora se caso um dia fique sem dinheiro já sei o que fazer! =)

Aqui vai o primeiro vídeo e o link dos seguintes:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=m0VWZh6qYXw]

Parte 1 (acima), Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5 e Parte 6

Vida nômade: morando em Florianópolis

Dia 4 de Maio saí de Curitiba pra morar um mês em Florianópolis. Um mês somente porque dia 04 de Junho saio daqui, volto pra Curitiba e pego o voo pra Salvador, primeiro destido do mochilão Nordeste e Norte. Com uma semana aqui já pude ter uma base exata de quanto vou gastar nesse um mês e gostaria de compartilhar, no caso de você se interessar.

No Twitter afirmei que com R$ 800,00 é possível viver (e bem) em qualquer lugar do Brasil. Florianópolis como uma das cidades mais caras do país irá provar isso:

Acomodação

Se eu optasse ficar em albergues, gastaria uma média de R$20,00 por dia e fechando um mês fora de temporada totaliza R$600,00. Mas optei por casa de amigo ou você pode também procurar quartos individuais no EasyQuarto. O valor dos quartos irão variar basicamente na localização e recursos que a casa oferece. Bem, como já conheço bem Floripa, queria morar no Campeche e bem próximo a praia. O custo pra isso não passou dos R$320,00 (já com água, luz e internet incluso).

florianopolis_campeche

Comida/Bebida

Quando se fala em comida e bebida é complicado calcular valores. Cada pessoa tem diferentes hábitos alimentares. Eu vou falar dos meus. Não faço compra grande, porque não gosto de predeterminar o que vou comer todos os dias da semana. Então todo dia vou no mercadinho que tem aqui, escolho o que quero comer e faço minha própria comida. Comer fora é uma vez ou outra. E como vivemos em 3 aqui, é legal, pois cozinhar pra mais gente dá mais prazer. A média que gastamos com comida e bebida é R$ 10,00 e dá pra comer muito bem. R$300,00 por mês.

Transporte

Aqui em Floripa eu estou com carro, então meu gasto é com gasolina. Eu tento ficar só pelo Campeche, porque se eu resolver ir pro centro todo dia acabo gastando muito com gasolina. Então meus gastos variam na média de R$130,00 por mês. Se você optar, aqui é muito normal conseguir carona de um lugar pra outro, então pode ecomizar bastante. Mas mesmo pegando ônibus, seu gasto vai gerar em torno de R$100,00 também, pois a passagem é R$2,70.

Gastos Extras

Celular, telefone skype, roupas, prestações de bens

Costumo dizer que sou um cara sem luxo. Dificilmente compro roupa de marca. Não tenho carro do ano, aliás nem dos últimos 10 anos. Dificilmente financio as coisas que compro para não comprometer minha renda. Não tenho medo de me desfazer de bens para adquirir outros mais importante ou úteis. Passo semanas sem celular e não morro por isso. Procuro pesquisar a maneira mais barata de fazer as coisas. Em geral, vivo uma vida simples. Então meus gastos extras são baixos. Jogando muito alto chegaria a R$100,00 por mês.

Somando tudo, o valor necessário pra viver em Floripa no meu caso, e consequentemente em qualquer outro lugar do Brasil é R$850,00. Com econômia é possível chegar nos R$800 tranquilamente. Como sempre digo, montar um micro negócio online que renda essa cifra por mês não é difícil e não demora mais que um ano se houver dedicação. Algumas idéias de negócios online podem ser encontradas no e-book de Chris Guillebeau. Eu e Marco Gomes da boo-box também conversamos um pouco sobre esse assunto de ganhar dinheiro online nesse podcast.

Mochilão no Nordeste e Norte Brasileiro

mochilao_300-backpacker_mochileiroOntem não pude perder a promoção da TAM de passagens de Curitiba – Salvador por R$ 89,00! Bem, como ainda não conheço o nordeste, a promoção caiu na hora certa pra me ajudar a completar meu objetivo nacional.

Então lá vai o possível itinerário que pretendo fazer, com valores. Bem, possível, porque isso é praticamente certo que vai mudar, afinal, vai que eu goste de algum lugar e pretenda ficar mais ein?

04/06 – Florianópolis – Curitiba – carro (R$ 50,00)
05/06 – Curitiba – Salvador – avião. Pretendo ficar mais dias pra organizar um churrasco do CouchSurfing.
18/06 – Salvador – Aracajú – carona ou ônibus (R$ 45,90 pela Bomfim)
23/06 – Aracajú – Maceió – carona ou ônibus (R$ 40,55 pela Bomfim)
29/06 – Maceió – Recife – carona ou ônibus (R$ 38,50 pela Real Alagoas). Também pretendo organizar um churrasco do CS (para os mais íntimos).
06/07 – Recife – João Pessoa – carona ou ônibus (R$ 17,20 pela Progresso).
13/07 – João Pessoa – Natal – carona ou ônibus (R$ 23,00 pela Nordeste).
20/07 – Natal – Fortaleza – carona ou ônibus (R$ 69,00 pela Nordeste).
03/08 – Fortaleza – São Luiz – carona ou avião (R$ 159,00 pela Gol).
09/08 – São Luiz – Belém – carona ou avião (R$ 179,00 pela Gol).
16/08 – Belém – Macapá – barco (R$ 80,00). Não consegui pegar a empresa que faz, somente o valor. Se alguém tiver me avise por favor. =)

Bem, em Macapá existe a possibilidade grande de visitar as Guianas e Suriname. Vai depender muito do valor de passagens ou talvez se eu conseguir carona. Se caso eu não consiga ir, pego o barco de Macapá para Santarém e posteriomente para Manaus (R$100,00), onde finaliza minha viagem. Se conseguir vou de Macapá a Boa Vista passando pelas Guianas e Suriname. E de Boa Vista a Manaus.

De Manaus pego um voo de volta para São Paulo ou Curitiba, provalvemente pela Azul (R$499,00).

Bem, com essa viagem vou fazer 11 estados (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Fortaleza, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas). Talvez 13 se eu conseguir um preço legal para ir pra Teresina no Piauí e Boa Vista em Roraima (passando pelas Guianas).

Então de 9 estados até agora visitados pularia para 22, faltando apenas 5: Rio Grande do Sul (talvez eu visite final de Maio) Acre, Rôndonia, Mato Grosso e Tocantins.

Em quase todas as capitais acredito que consigo Couch ou fico na casa de conhecidos e amigos, portanto vou reservar apenas R$20 por dia com gastos extra. Isso se torna R$ 2.000 multiplicando por 90 dias e uns quebrados. De transporte o valor total fica em R$ 1.500, mas se eu conseguir carona esse valor cai. Total estimado R$ 3.500 para viajar 11 estados (12.000 km), durante 3 meses e se deliciar em muita aventura, diversão e cultura. Isso não tem preço. =)

Imagem “chutada” do Mochilão sem Fronteiras (mas não sei de quem é, sórry).